Mais de metade da população mundial vai ter acesso à rede da Internet até 2017, mais 10 pontos percentuais que os utilizadores atuais, indicam estimativas da Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Um relatório divulgado durante 10.º encontro da Comissão de Banda Larga, que se realizou em Setembro de 2014, indica que o número de utilizadores da Internet no mundo deverá passar de 2,3 mil milhões para 2,9 mil milhões até ao final deste ano.

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A UNESCO assinala que, até ao final do ano, a subscrição de telemóveis e Internet, a nível mundial, deverá ser de 2,6 mil milhões, contra 1.9 mil milhões de assinaturas feitas em 2013.

Já em 2015, o número de subscritores dos dois serviços irá alcançar 3,3 mil milhões, aumentando para quatro mil milhões em 2016 e 4,5 mil milhões em 2017.

Pelo menos três quartos dessas assinaturas serão feitas em países em vias de desenvolvimento e mais da metade na Ásia-Pacífico, uma das regiões mais ricas do planeta, assinala a UNESCO.

De acordo com o relatório, a Coreia do Sul continua a ter a maior penetração de banda larga doméstica do mundo, com mais de 98% dos lares ligados à rede.

No total, existem 77 países onde mais de 50 por cento da população está online, contra 70 em 2013.

Os dez melhores países para usar a Internet estão todos localizados na Europa, com a Islândia em primeiro lugar no mundo, com 96,5 por cento de pessoas online, enquanto os níveis mais baixos de acesso à Internet são encontrados principalmente na África subsaariana, onde menos de dois por cento da população tem Internet disponível.

Segundo a Unesco, somente 1,9 por cento da população da Etiópia tem Internet disponível, sendo que Níger tem apenas 1,7 por cento, Serra Leoa (1,7%), Guiné (1,6%), Somália (1,5%), Burundi (1,3%), Eritreia (0,9%).

A lista das dez nações menos conectadas à Internet também inclui Mianmar (1,2%) e Timor Leste (1,1%), único país de língua portuguesa, cujos dados foram disponibilizados à Unesco.

 

 

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